Os pesquisadores brasileiros publicam em revistas predatórias? uma análise sobre a produção científica dos bolsistas de produtividade
DOI:
https://doi.org/10.22477.09562Resumo
A avaliação da circulação científica normalmente utiliza buscas tradicionais bibliométricas pela Web of Science ou Science Direct da Scopus que não permite acolher o panorama científico em regiões periféricas (Wagner, Wong, 2012), sobretudo em áreas consideradas menos estratégicas para a agenda global (Rafols, Mola-Gallard, 2016), mesmo diante de críticas em relação às altas margens de lucro das principais editoras, seus critérios pouco transparentes de avaliação de títulos e a publicação de produções de pesquisadores, em sua maioria, europeus e norte-americanos. Também neste cenário, disputas entre essas grandes editoras e ataques contra o Acesso Aberto fazem surgir debates sobre revistas potencialmente predatórias que cobram taxas de publicações altas no modelo Autor-Paga (APC – Article Processing Charge), com taxas de rejeição baixas e rapidez no processo de produção editorial. Assim, nos interessa neste trabalho entender a produção científica brasileira presente nas bases de indexação utilizadas nas políticas científicas do país, buscando argumentar que há uma ciência invisibilizada pelos circuitos tradicionais hegemônicos de avaliação e comunicação da ciência global, não necessariamente predatória, a partir da análise dos currículos Lattes de pesquisadores brasileiros do CNPq.
Referências
OLIVEIRA, T.; ALVES, M. Os pesquisadores brasileiros publicam em revistas predatórias? uma análise sobre a produção científica dos bolsistas de produtividade. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 6., 2018. Anais [...] VI Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, 2018.
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