Indicadores bibliométricos e tendências da Ciência do Solo no Brasil
Resumo
A partir de 1980 e até o início de 2000, a área de Ciência do Solo viveu uma situação de crescente pessimismo, pois em todo o mundo houve grande redução de investimentos no tema, com consequente redução do interesse da sociedade pelos solos e agricultura, bem como os cortes da parte dos governos, em investimentos para a pesquisa em solos (MERMUT; ESWARAN, 1997). Muitas universidades viram cair o número de estudantes na área de Ciências Agrárias e principalmente, de solos (HARTEMINK et al., 2008). Outro fator que contribui com o cenário negativo, foi o isolamento da área de solos, que centralizou suas atividades no seu papel de descrever os solos em todos seus detalhes, relegando a segundo plano seu papel de aplicar o conhecimento adquirido e de interagir com outras ciências ou áreas correlatas na solução dos problemas. No entanto após um período incerto a Ciência do Solo voltou a ganhar destaque a partir de problemas globais que requerem a necessidade de dados e informação de solos em escalas mais detalhadas e obtidas de forma mais rápida para responder às demandas de produção de alimentos, fibras, bioenergia, mudanças climáticas, sustentabilidade, disponibilidade de água e serviços ambientais, degradação dos solos, produção de novos fertilizantes, políticas públicas e outras.
Referências
LIMA, R. A.; BREFIN, M. L. M. S. Indicadores bibliométricos e tendências da ciência do solo no Brasil. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 2012. Anais [...] III Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, 2012.
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